We’re Back!

Back in 2015!

Antony @ Radio City Hall (MOMA-NY)

A relação do MOMA-NY com a música tem se estreitado, shows recentes de Patti Smith, Kanye West, Michael Stipe (R.E.M.) e a última parceria com Antony Ragardy comprovam que o cuidado e a dedicação dos curadores podem produzir momentos únicos.
Antony

Antony @ Radio City Hall 27/01/2012

O show é uma continuação à apresentação que Antony realizou no museu em 2008. Na ocasião Antony ez uma apresentação intimista na torre do relógio do museu, onde explorou a propagação de sua voz sobre espaços vazios. Em 2009 o álbum Crying light foi incluído na exibição 100 Years (version #2, ps1, nov 2009) e de lá para cá foram 2 anos desenvolvendo esse novo show.

Segundo conta o curador-chefe do museu, Klaus Biesenbarch, o show foi inicialmente concebido para acontecer no átrio do museu, mas conforme as conversas foram evoluindo (em determinado momento foi cogitado a criação de uma piscina dentro do museu) o show foi transferido para o Radio City Hall, tradicional casa de shows em manhattan.

As músicas, que abrangem os quatro álbuns foram re-trabalhadas para arranjos sinfônicos por Nico Muhly, Rob Moose e Maxim Moston, e uma série de projeções de luz em um display, criadas por Chris Levine acompanham Antony no show que leva o nome de seu último trabalho, Swanlights.

O show é uma apresentação única e nas palavras do curador chefe do museu Klaus Biesenbarch:
“Todo o foco, energia e presença artística em uma noite, o que torna o momento único. É um momento fugaz, não faz sentido repeti-lo”.

Antony and the Johnsons: http://antonyandthejohnsons.com/

MOMA-NY: http://www.moma.org/

Mais fotos do show: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150637905511000.459151.28015075999&type=1

fonte: http://www.style.com/stylefile/2012/01/antony-hegarty-one-night-only/

Nota de rodapé:
Essa notícia me fez lembrar do show do Kings Of Inconvenience, das casas de shows aqui em SP, na curadoria dos festivais e mais um monte de #mimimis.
No nosso terrível panis et circenses poderia reclamar da qualidade do pão e até gritar por  croissants, mas não é a questão. O show parece ter sido muito bem produzido e um nome como o MOMA  dá muito crédito ao evento.
Isso seria possível aqui na terra-brasilis? Artista aqui faz jabá em empresas estatais, privadas e o caramba, mas é possível imaginar uma curadoria da Bienal, do Masp, da Pinacoteca, pra algum show? Curadoria real. Escolha.Quem sabe até um festival, já que o pessoal daqui adora tanto…
Eu iria ficar bem feliz em ver algum show na Pinacoteca, ou quem sabe até um apanhadão @Vão do MASP.
Atirem pedras se isso já acontece e eu que estou por fora.
=>hisi

Stereogum cutuca a Rolling Stone – e onde estamos nisso?

Sempre tive vontade de escrever um daqueles longos posts sobre como a internet mudou a maneira como escutamos música. Como procuramos música e quem sabe, depois de alguma pesquisa, como fazemos música.

Traçaria um belo panorama que partiria do boom da indústria fonográfica, tentando sempre fugir de palavras que ninguém mais aguenta, como “advento” e “fenômeno”. O primeiro () seria como os adjetivos vem se esvaziando no mundo online, tanto qualitativos como classificatórios mesmo, mas perco meu foco.

Falaria do final da mídia física como suporte para dados, fazendo um paralelo com a indústria de impressos. Long Tail, do Chris Anderson seria constantemente lembrado. A Wired apontada como o caminho pelo qual todas as revistas parecem caminhar. Daí em algum momento depois de muita especulação pararia e olharia para o que acontece nessa terra Brasil e….

BLAM

…começaria a confusão.

A Rolling Stone está no Brasil faz quanto tempo? E a Bizz? Tenho a impressão que a Billboard chegou ano retrasado aqui.

A MTV, ainda que um esboço do que um dia foi, parece patinar bastante, mas está aí… Um dos maiores portais de conteúdo online para jovens. Outro parênteses sobre a quantidade de blogs sobre música por aí, como é fácil hoje repostar conteúdo. Sobre como são poucos os blogs que falam de música de alguma maneira diferente. Sobre como me interessa cada vez mais a paixão com a qual a pessoa escreve não tanto a abrangência do assunto dela.

Falaria um pouco sobre prêmios musicais, dados por revistas X, Y, Zs, questionaria sua relevância. “Prêmio Contigo pro melhor CD esquecido no porta-luvas do Honda Civic da sua tia”. Faria uma pequena nota engraçada sobre os Grammy Latinos e os eternos pilares da música brasileira contrapondo a nova moçada hype dos blogs e cadernos culturais dos nossos jornais.

Partiria pra falar das casas de show e depois acabaria nos festivais, que por aqui são de uma nostalgia sem fim. 2012 e estamos felizes porque Foo Fighters vem… Guns-N-Roses, New Order. Bom, tem o Sonár, mas ainda assim tem tanta coisa errada, tanta. Falaria em descaso. Falta de respeito mesmo. Coisas que ninguém entende e continuam aí. Show sem meia-entrada, taxa de conveniência, vender ingressos sem line-up confirmado. ( O próprio Sonár começa a vender ingresso amanhã, mas ninguém sabe quem toca em qual dia…)

Pensaria no SXSW que acontece todo ano, em Austin, TX nos EUA. E faria paralelo com… virada cultural? Bom, melhor que nada, não?

Terminaria retomando o título do post, uma quase anedota que ilustra muito bem a maneira como a relação música

Here’s a fun one! Rolling Stone, everyone’s uncle’s favorite magazine, has just unveiled its year-end top-50 albums list, and there’s a lot to pick through here. The magazine named Adele’s 21 as its #1 album of the year, and that actually makes sense, since it’s pretty much everything Rolling Stone looks for in music: Incredibly popular, reverent toward boomer-friendly music history, steeped in outmoded ideas about musical authenticity. (It’s also, I should add, a pretty good album.)

Na verdade, esse post é meio que um esboço de resposta pra essa pergunta. O que diabos vc procura na música? E num blog de música?

Ultimamente tenho acompanhado cada vez menos reviews, notícias repostadas, qual foi a última maquiagem que a Lana del Rey usou e mais com sei lá, como músicas em Creative Commons podem mudar o conceito de propriedade privada a longo prazo… mas isso é  sinal de chatice aguda talvez, rabugice. Queria escrever sobre música, mas não estou recebendo por isso.

Tem muito blog que já faz muita coisa por aí. Muito blog falando de tipos de música, de fofoca sobre os bastidores de música, de fofoca sobre quem escreve sobre os bastidores de música.

Onde estamos nisso? Não sei. Realmente. A terra-brasilis é uma bagunça, que por vezes parece estar na contra-mão, por vezes parece estar 20 anos atrasado e de vez em nunca parece ser o paraíso da terra-roxa, onde tudo dá.

A verdade é que tem muito espaço pra música por aqui. Na internet, nas revista e na tv, MAS, parece que tá tudo ficando parecido demais…

E o que é o Morning Beat? Uma bagunça, na verdade…

Tem sim paixão aqui. Ainda que seja só pelo Nirvana, né Chabi? Ou pelos Ursinhos Carinhosos, né Lee? Ou simplesmente por falar mal das coisas…

Que 2012 traga muito mais posts pra essa esquina da internet.

=>hisi

Arctic Monkeys para começar

Não é novo, mas tá valendo para começar o dia.

=>lucaslopes83

é ruim mas é bom.

essa versão de buddy holly é muito ruim, mas é muito boa….

Bidê ou Balde Buddy Holly

=>marcelonlee

Siamese Dream. Amassando abóboras na Disney.

Em 1998 eu fui pra Disney com meus amigos.

Aconteceram várias coisas legais, mas o que interessa a esse blog é que eu comprei o Siamese Dream do Smashing Pumpkins e mudei minha vida.Estava lá eu em uma loja de departamento, walmart ou sei lá o que, com dois discos na mão, um do Ozzy e outro do Smashing Pumpkins, e sem qualquer motivo, não porque uma capa era mais legal que a outra, não porque conhecia músicas em particular de um outro disco, por pura acaso escolhi o segundo. Tinha uma capa estranha para os meus parâmetros na época, enquanto a do Ozzy tinha todos os requisitos de um disco rock’n’roll, fotos e tipografia do “mal”, a do Pumpkins era um par de meninas e não tinha tracklist.

Acho que pelos próximos 6 meses depois que eu comprei esse CD, deve ter ouvido ele no mînimo 5 vezes por semana, na ordem, no random, no discman, no som do quarto, gravado na fita, no carro dos meus pais. Era uma tal de versão “clean”, não tinha os nomes das músicas, o encarte era incompleto e aparentemente pelo que fui descobrir anos mais tarde, era porque não tinha os “palavrões”, em particular o nome da faixa Silverfuck.

Foi o primeiro disco que me dediquei dessa maneira, sabia todas as letras de cor, a ordem, descobri os nomes das músicas tentando entender os garranchos que tinha no encarte que davam pistas do que se tratava, comprei o songbook pra aprender a tocar as músicas. Mais do que fã de Smashing Pumpkins eu era devoto desse disco.

Nem sei muito bem o que comentar sobre a música de fato desse disco, qualquer coisa que escrever cairia nessa tiategam. Eu classificaria como um dos CDs que caem num zona onde você perde qualquer senso de julgamento e simplesmente não consegue argumentar por que ele é tão bom, tomando como ofensa pessoal qualquer pessoa que tiver a coragem de falar mal dele. Não são muitos que entram nessa zona, mas acho que todo mundo tem um pelo menos.

Smashing Pumpkins Mayonaise em versão de fazer chorar…

e pra quem é fã dessa música, aí vai uma curiosidade:

Smashing Pumpkins Hummer

=>marcelonlee

tocando no repeat nov#1/2

já que todo mundo por aqui resolveu adotar esse “formato” de post, vou começar a tentar fazer disto um artigo quinzenal chamado “tocando no repeat” com a ideia de postar sempre uma coisa nova e uma coisa velha. Aí vai o primeiro de novembro.

  

The Weeknd  House of Ballons

Peguei esse aqui meio que aleatoriamente, pelo buzz que anda rolando faz um bom tempo sobre esse disco. Não tinha expectativa, nem ideia do que esperar pelo som, que pela capa parecia ser mais uma banda indie estilo “brooklyn hipster chic influência afro psicodélica”. O que me chega aos ouvidos na verdade é algo totalmente inesperado. Uma surpresa das boas. Tentando definir em uma frase, pra mim é “how to dress well só que pop” por mais contraditório que isso possa soar. É essencialmente um disco de hip-hop, mas mesmo não conhecendo o gênero tão a fundo dá pra perceber que tem algo de diferente, as bases tem ar gélido e eletrônico, mas que junto com os vocais meio que “sensuais” não deixam a coisa cair no tédio. Kanye West e Jay-z, não me leve a mal, na real nem ouvi o disco de vocês porque o ego do tamanho da via láctea já me entediou profundamente, mas esse disco soa mil vezes mais interessante.

Pode ser meio que hip-hop pra indie, mas esse disco me ganhou nessa faixa:

Pearl Jam Vitalogy

Com toda essa história de show do Pearl Jam, me meti a desenterrar uns CDs. Isso mesmo, fui lá na minha estante, procurei o a caixinha, tirei o pó e pus pra tocar esse disco. Provavelmente é algo totalmente psicológico, mas a minha primeira impressão foi “Nossa! Que graves!” Ouvindo o disco no meu carro deu pra perceber uns sons que há muito tempo não ouvia. Não sei se é por causa dos fones, da famigerada compressão dos MP3s, ou do novo padrão de produção dos discos hojes jogando tudo no talo 100% do tempo nas gravações. Eu aposto na última, deu pra perceber como se produzia um disco de maneira totalmente diferente antigamente, não querendo discutir o que é melhor, e ouvir esse CD me fez lembrar de muita coisa, e também perceber um pouco melhor o que era o som dos anos 90. Enfim, acabei nem falando muito sobre o disco em si, mas pra não ficar muito comprido vou me resumir a dizer que é foda. Isso mereceria um post completo, com fotos dos discos mais objetos de desejo nos anos 90, com encartes fodásticas, com dobras e impressões mirabolantes, mas que teimavam não encaixar no rack de CDs

=>marcelonlee